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segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Acidente de trânsito mata cinco pessoas em Campos Novos, no Meio-Oeste de SC

Família morta em acidente de trânsito morava havia 10 anos em Florianópolis
Vítimas voltaram a Itapiranga para acompanhar o velório de um parente
Uma criança ficou gravemente ferida e segue internada na UTI

Cinco pessoas morreram em um acidente de trânsito na noite deste domingo na BR-282, em Campos Novos, no Meio-Oeste de Santa Catarina. Todas elas seriam da mesma família. A sexta passageira, uma criança, ficou gravemente ferida.

As vítimas estavam em Fiat Idea, com placas de Florianópolis, que bateu de frente com um caminhão VW/24.250, com placas de João do Itaperiú. O acidente aconteceu por volta da meia-noite.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antônio Marcos Teixeira, 37 anos, Noeli Almeida Teixeira, 39, Sueli Zimmermann de Almeida, 46 e Valéria Almeida Teixeira, 10, morreram no local. Jandir Barbosa, que não teve a idade identificada, chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Os corpos estão no Instituto Médico Legal (IML) de Joaçaba. Segundo o órgão, parentes das vítimas saíram de Florianópolis por volta das 5h para fazer o reconhecimento. A previsão é que cheguem próximo ao meio-dia.

A criança, uma menina identificada como Raissa, de 6 anos, foi encaminhada para o Hospital Santa Terezinha, também em Joaçaba. De acordo com a Polícia Civil, que investiga o acidente, o estado da menina é grave, mas estável.

O motorista do caminhão, Luiz Alcir Mezzono dos Santos, de 49 anos, não teve ferimentos.

O casal Antônio Marcos Teixeira, 37 anos, Noeli Almeida Teixeira, 39, eram naturais de Itapiranga, no Extremo-Oeste de Santa Catarina. Há 10 anos, porém, moravam no bairro Ingleses, em Florianópolis. Antônio trabalhava em um posto de gasolina. Noeli era funcionária de resort Costão do Santinho. Além do trabalho e da família, o casal também se dedicava à igreja Quadrangular, onde Antônio era pastor auxiliar.

No sábado, Antônio e Noeli pegaram o carro e com a filha, Valéria Almeida, de 10 anos, a irmã de Noeli, Sueli Zimmermann de Almeida, o cunhado, Janir Barbosa, e a sobrinha, Raissa Almeida Barbosa, sete, voltaram a Itapiranga. O retorno à terra natal não era por um bom motivo, mas sim para acompanhar o velório de um sobrinho, um jovem de 25 anos que após se ferir com uma espingarda enquanto caçava.

Nos planos da viagem estava previsto voltar ainda no domingo, para estarem em Florianópolis já na segunda-feira. A viagem, porém, foi interrompida pelo acidente no BR-282, em Campos Novos.

Por volta da meia-noite, o carro que Antônio dirigia bateu contra um caminhão. Ele, a esposa, a filha e a cunhada, morreram no local. Janir chegou a ser socorrido, mas também não resistiu. Apenas Raissa saiu com vida, mas em estado grave. Ela foi levada para o Hospital Santa Terezinha, em Joaçaba, onde permanece internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Em Florianópolis, parentes das vítimas se mobilizaram rumo a Campos Novos para fazer o reconhecimento das vítimas e acompanharem a pequena Raissa. Eles chegaram por volta das 13h e liberaram os corpos para o enterro que deve acontecer em Itapiranga, onde o restante da família ainda velava o parente quando soube da tragédia.

De acordo com família, o objetivo é que o novo velório comece por volta da meia-noite. O local, porém, ainda não está definido.



Foto: PRF/Divulgação
àlbum de família / Arquivo Pessoal
Fotos: Cn Notícias/Dpto. Jornalismo Rádio Onda Positiva
Fotos: Cn Notícias/Dpto. Jornalismo Rádio Onda Positiva
Fotos: Cn Notícias/Dpto. Jornalismo Rádio Onda Positiva
Fotos: Cn Notícias/Dpto. Jornalismo Rádio Onda Positiva

Postado por WM Internet as 14:50 e tem 1 comentarios

terça-feira, 6 de novembro de 2012
Movimentos pró-bike lutam por melhor infraestrutura cicloviária na Capital

Grupos de ciclousuários que exigem segurança no trânsito ganham cada vez mais notoriedade em Florianópolis
 
Um carro a menos. Um lema que parece individual, mas se boa parcela da população aderisse a ele, faria a diferença na mobilidade de todos. É com a pretensão de chamar a atenção da sociedade, exigir infraestrutura e um trânsito mais seguro que os movimentos pró-bike ganham cada vez mais notoriedade em Florianópolis.
 
O cicloativismo não é novidade em Florianópolis. Em 1997, um grupo de estudiosos da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) fundou o Pelada Floripa — hoje Grupo Ciclo Brasil, para realizar campanhas e seminários sobre o tema. Mais tarde, em 2001, foi criado a Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis, que atualmente conta com 400 organizações associadas.
 
Mas foi no final da década, com o aumento dos congestionamentos no trânsito na Capital, que os movimentos ganharam destaque. A internet, principalmente as redes sociais, contribui para os grupos da cidade se organizarem e trocarem informações com outros ativistas no Brasil e no mundo.
 
— A internet colocou o pessoal em contato aqui e no Brasil inteiro. A Bicicletada (que completou 10 anos em outubro) é organizada em todo o país pela rede. Ajudou a combinar eventos, acessar informações de como funciona o evento em outros países, assim como os projetos implantados — observa a representante do Grupo Ciclo Brasil e uma das diretoras da Viaciclo, Giselle Xavier.
 
Em Florianópolis, existem portais e blogs que divulgam informações sobre as ações dos movimentos, como o Floripa Quer Mais e o Bicicleta na Rua, grupos de pedais — entre eles o Duas Rodas e Floripa Biker. Além das manifestações, como a Bicicletada Floripa, que ocorre todas as últimas sextas-feiras do mês.
 
Um outro protesto ciclístico, que surtiu bastante efeito é a Bicicletada da Lagoa da Conceição, realizada nos segundos sábados de cada mês e que tinha como uma das motivações exigir a construção de uma ciclovia na Avenida Osni Ortiga. Depois da pressão, a prefeitura promete começar a obra no começo deste mês.
 
— Temos diversos cicloativistas em Florianópolis, que lutam por segurança. Acho que aqui é a única cidade que tem duas bicicletadas, a da Lagoa, no segundo sábado do mês e a de Floripa na última sexta do mês — lembra o presidente da Viaciclo, Daniel de Araújo Costa.
 
Conforme Giselle, a sociedade está se convencendo de que o uso da bicicleta pode ser uma das soluções para diminuir os problemas de mobilidade em municípios como Florianópolis. A professora lembra que algumas importantes cidades do mundo estão dando exemplos, como Paris, onde foi implantado o aluguel de bicicletas públicas. Segundo ela, essas referências incentivam gestores e mostram uma possibilidade a população.
 
— No Brasil ainda há o preconceito de que bicicleta é coisa de pobre. Na verdade é um modal inclusivo, o meio mais eficiente em viagens curtas e de médias distâncias, entre dois e oito quilômetros — analisa a professora da Udesc.
 
Passeata em duas rodas
 
Um dos participantes da Bicicletada da Lagoa da Conceição, Ébano Piacentini, observa que na realidade as pessoas que optam pela bike tem perfil bem diversificado. Não está ligado diretamente a questão financeira. Mas de cidadão que se conscientizaram que não é sustentável dar preferência ao uso dos automóveis.
 
— Não é necessário uma pessoa com 70 quilos precisar de uma tonelada (que envolve o carro) para se locomover. É possível optar por ir ao trabalho, curso de inglês e academia de bicicleta e deixam o carro para as longas distâncias ou melhor, buscar uma carona solidária. Sozinho no carro, é um modelo urbano atrasado. É isso que queremos mostrar — diz o cicloativista.
 
Enquanto os ciclistas não se sentem respeitados por motoristas e pelos órgãos públicos, que, como Piacentini lembra, não fazem sua parte na fiscalização de trânsito e na garantia de vias ciclísticas seguras, a saída continuará sendo se organizar em movimentos, chamados de massa crítica (por reunir vários ciclistas, sem lideranças por um objetivo comum).
 
— A nossa Bicicletada, se equivale a uma passeata. É a forma de reivindicarmos um trânsito mais seguro, de mostrar para as pessoas que lugar de bicicleta é na rua — afirma Piacentini.
 

Fonte - DIÁRIO CATARINENSE


Postado por WM Internet as 14:06 e tem 0 comentarios

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